O combate à fome exige mais do que ações emergenciais; exige presença onde o futuro global é decidido. Diretamente da sede da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em Paris, a Ação da Cidadania levou evidências de quem atua na ponta para o centro do debate internacional.
Durante a conferência “O Futuro da Cooperação para o Desenvolvimento”, nossos representantes, Rodrigo "Kiko" Afonso e Ariane Brugnhara, participaram da reunião do Conselho dos Campeões (Board of Champions) da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.
O Pilar do Conhecimento e a Sociedade Civil
Como membros da Aliança Global, integramos o Pilar do Conhecimento. Neste espaço de governança, compartilhamos a representação em um assento com parceiros estratégicos de peso:
- World Vision International
- Instituto Comida do Amanhã
- Instituto Fome Zero
O objetivo dessa união é claro: atuar como produtores de inteligência e vocalizar as demandas reais dos territórios mais vulneráveis.
Por que as políticas públicas falham na ponta?
Um dos maiores desafios globais é o "vácuo de conhecimento". Muitas políticas de combate à fome falham porque são desenhadas longe da realidade local. É exatamente neste ponto que a atuação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) se torna indispensável.
Por estarmos diariamente nos territórios, possuímos os dados essenciais e o conhecimento técnico para orientar a tomada de decisão. Nós sabemos como fazer os recursos chegarem a quem realmente precisa.
Combate à fome é mitigação de risco financeiro
Financiar o desenvolvimento social não é apenas uma questão humanitária; é um investimento rigoroso. A participação de OSCs na governança global traz benefícios claros para os financiadores:
- Direcionamento eficaz: Indica quais investimentos geram o maior impacto positivo.
- Redução de riscos: Evita o desperdício financeiro através da governança participativa e auditoria.
- Garantia de execução: Assegura que o recurso não se perca na burocracia e chegue ao seu destino final.
A nossa presença em Paris reforça um posicionamento importante: a participação social é essencial para a eficácia das políticas globais. Afinal, desenvolvimento social é desenvolvimento econômico.

