A Ação da Cidadania publicou em julho de 2026 o relatório "O Funil", um estudo que reconstrói, com base em 53 fontes públicas do próprio setor de filantropia, o caminho do dinheiro anunciado como investimento social até sua chegada às organizações da sociedade civil (OSCs) brasileiras.
Assinado por Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor-executivo da organização, o documento conclui que apenas 3,8% do investimento social privado anunciado chega a uma OSC como apoio institucional, o tipo de recurso livre que mantém uma organização em pé entre um projeto e outro.
Todo ano, o setor de investimento social no Brasil comemora recordes: mais dinheiro investido, mais empresas engajadas, mais projetos sociais. O problema é que essa comemoração mede só o início do funil, ou seja, quanto empresas ou fundações anunciam que vão investir socialmente.
A proposta do relatório é, justamente, medir o que está acontecendo no campo das OSCs: quanto de fato chegou até a organização que precisa do dinheiro para existir, e em que condições.
O estudo aponta que a maior parte do dinheiro recebido pelas organizações não pode cobrir custos institucionais e de estrutura como equipes fixas, contabilidade, jurídico, planejamento ou aluguel. Uma fatia mínima chega como apoio sem rubrica de projeto, que é o que de fato mantém a sustentabilidade das organizações e sua capacidade de promover agendas mais amplas de impacto socioambiental e sua independência institucional.
A publicação apresenta a análise dos dados, um estudo de caso e recomendações para mudança do cenário apresentado. Acesse aqui o estudo na íntegra.

