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Projeto Samba Dança junta dançarinos de todo o país em prol do combate à fome

Iniciativa da Ação da Cidadania e Companhia Aérea de Dança reuniu entusiastas da dança e teve como embaixadora do projeto a atriz Cláudia Raia

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O velho ditado diz que “quem canta seus males espanta”, imagina então quem dança em prol de quem precisa? A ideia de sensibilizar a população para o problema da fome e convencê-los a doar para o Natal Sem Fome fez com que a Ação da Cidadania, em parceria com a Companhia Aérea de Dança, gravasse o vídeo clipe da música “Quem tem fome, tem pressa”. O flashmob mobilizou cerca de 1.500 pessoas de diferentes partes do país e teve como embaixadora do projeto a atriz e dançarina Cláudia Raia.

O vídeo clipe entrou no ar no dia 12 de dezembro nas redes sociais das duas entidades. Reunindo anônimos, famosos, profissionais e entusiastas da dança de diferentes partes do país, teve coreografia criada pelo diretor geral do Samba-Dança Contra Fome, João Carlos Ramos. A ação ficou tão famosa que já está ganhando adeptos em países da Europa. O projeto vem colocando o mundo para dançar de forma coreografada a música da campanha “Quem tem fome, tem pressa” feita exclusivamente para Natal Sem Fome 2020, composta por Xande de Pilares, Emicida, Mosquito e Gilson Bernini e lançada no dia 18 de outubro.

Na primeira etapa do projeto, o objetivo foi gravar as cenas dos vídeos em todos os estados brasileiros. Esta foi uma etapa que contou com uma logística especial, considerando o momento de pandemia. Em seguida, foi a vez de colocar a edição para trabalhar e fazer um paralelo com todo o material com os artistas que gravaram de suas próprias casas. Todos aprenderam a sequência do refrão a partir de um tutorial feito de forma on-line e disponibilizado na Internet.

“Enfrentamos muitas barreiras para treinar todo este pessoal à distância, principalmente em plena pandemia do coronavírus. Foi preciso criar um tutorial on-line para que cada um ensaiasse em casa sozinho para depois ir para rua treinar em conjunto. Cada passo foi pensado especialmente na diversidade rítmica de cada estado brasileiro, trazendo elementos de suas culturas para agregar na dança e foi a partir daí que pensamos neste projeto maravilhoso”, entusiasma-se João Carlos.

Após o vídeo ficar pronto, foi proposto que pessoas de outros países também participassem da campanha. Elas também vão aprender a coreografia de casa, através do vídeo clipe e, em seguida, a ideia é gravar e postar em suas redes sociais. O intuito é usar o Samba-Dança para promover a música da campanha através da dança, tornando-se um poderoso aliado na conscientização e na mobilização social.

“Acreditamos muito na arte como disseminador de mensagens importantes e o Projeto Samba Dança Contra a Fome foi e vai ser um importante divulgador do nosso trabalho. Acreditamos que são nestes gestos e detalhes que se encontra o real sentido do Natal Sem Fome”, contemplou Daniel Souza, presidente do Conselho da Ação da Cidadania.

O Projeto 

Em comemoração aos 35 anos de história e ciente do seu papel na sociedade, a Cia Aérea de Dança disponibilizou sua arte em prol da agenda positiva de combate à fome e à pobreza, através de uma performance artística nacional que tem como objetivo final angariar doações para a Campanha ‘Natal Sem Fome’ de 2020.

Foi pensando em ajudar as famílias carentes a terem um Natal mais digno, que a Ação da Cidadania firmou esta parceria com o projeto e que vai ajudar ainda mais na campanha que é considerada a maior contra a fome da América Latina, e também, uma das maiores mobilizações solidárias da sociedade civil. Fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, mais conhecido como o Betinho, a ONG Ação da Cidadania, desde 1994, já ajudou mais de 20 milhões de pessoas.

“Além da música, que já é um sucesso, pensamos que nós, da Ação da Cidadania, poderíamos fazer mais, e foi isso que fizemos quando decidimos tocar este projeto. Essa é mais uma oportunidade de mostrar que o povo brasileiro, além de rico culturalmente, pode levar através da dança o seu potencial de transformação e sensibilizar as pessoas a doarem, pois, como diz a música, “Quem tem fome, tem pressa”, declarou Daniel Souza.

No dia da gravação do videoclipe, o uso de máscaras e álcool gel foram obrigatórios. Cada coordenação local escolheu o lugar que mais representaria seu estado para o evento e, para respeitar o distanciamento social de cada participante, foram feitas marcações para que todos soubessem onde seriam seus pontos.

“Realizar este projeto em parceria com a Ação da Cidadania me dá uma sensação de estar resgatando algo que durante algum tempo ficou um pouco distante - que é o fazer pela importância da ação em si. Desde a década de 90 a Cia Aérea de Dança esteve conectada à campanha da fome. Participamos dos primeiros eventos, quando ainda não existia a ONG e sempre, de tempos em tempos, estivemos juntos de eventos da instituição. Agora, tenho a sensação de estarmos concluindo um espetáculo que foi ensaiado ao longo destes 26 anos”, finalizou o diretor geral do Samba-Dança João Carlos.

Sobre a Ação da Cidadania    

A Ação da Cidadania foi fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, com o intuito de combater a fome e a desigualdade socioeconômica em nosso país e ajudar os mais de 32 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza naquele ano. Desde sua criação, a ONG deu início a uma série de iniciativas, sendo o Natal Sem Fome a mais célebre delas. Após dez anos sem ser realizada, a campanha voltou em 2017 e, em 2020, ganhou força total para ajudar os agora dezenas de milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Cadastro Único do Governo Federal.  

Sobre a Cia Aérea de Dança 

Na década de 1980, o Circo Voador, no Rio de Janeiro, era um dos principais polos culturais brasileiros, de onde emergiram artistas da música, artes plásticas e artes do movimento. Deste celeiro artístico também surgiu o projeto das Cias Aéreas – Cia Aérea de Canto Coral, Cia Aérea de Teatro e Cia Aérea de Dança – cujo objetivo era difundir para maior e diversificado público, segmentos da cultura até então restritos a teatros e espaços mais elitizados. Estas Companhias se apresentaram durante anos em eventos do Circo Voador e, além do Rio, também pelo interior do país.

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