A cerimônia de encerramento do Selo Betinho Maranhão 2025 foi realizada no dia 28 de maio, em Santa Inês (MA). Durante o evento, foram entregues certificados de participação aos 22 municípios que contribuíram com todas as etapas de avaliação da iniciativa, colaborando para a construção de um diagnóstico sobre a situação da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no estado.
Desenvolvido pela Ação da Cidadania, o Selo Betinho Maranhão é uma tecnologia social criada para monitorar, avaliar e incentivar o fortalecimento da governança, da gestão administrativa e das políticas públicas voltadas à Segurança Alimentar e Nutricional nos municípios maranhenses. Nesta edição, dos 24 municípios sensibilizados a participar, 22 aderiram ao processo.
O projeto é resultado de uma parceria estratégica entre a Ação da Cidadania e a Vale. A iniciativa foi direcionada aos municípios localizados ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), unindo investimento social privado e assessoramento técnico especializado para fortalecer capacidades institucionais e contribuir para o enfrentamento da fome.
Ainda que nenhuma das cidades avaliadas tenha alcançado a pontuação mínima de 70% dos 36 indicadores avaliados, o trabalho técnico desenvolvido promoveu avanços institucionais, melhorias regulatórias e o fortalecimento de mecanismos de governança local.
“A alma da fome é política, e mesmo sem a concessão do selo em 2025, a iniciativa deixa como legado o fortalecimento das capacidades institucionais dos municípios participantes e um conjunto de informações estratégicas que poderão orientar futuras ações para a promoção da segurança alimentar e nutricional no Maranhão”, afirma Cesar Varella, coordenador de Participação Social da Ação da Cidadania.
Mais do que uma certificação, o Selo Betinho Maranhão consolidou-se como uma importante estratégia de fortalecimento das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) nos municípios da região. A atuação da Ação da Cidadania proporcionou apoio técnico às gestões municipais, qualificando processos, fortalecendo a governança e criando bases permanentes para a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).
O projeto deixa um legado institucional para os territórios participantes, entre os quais destacam-se:
- Fortalecimento do SISAN: apoio técnico que resultou na adesão de sete municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN);
- Fortalecimento da participação social: apoio à realização de Conferências Municipais de SAN e à reativação dos espaços de diálogo entre governo e sociedade civil;
- Fortalecimento dos CONSEAs: apoio à estruturação e consolidação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional.
A iniciativa alcançou uma taxa de participação de 91,67%, demonstrando forte engajamento das administrações municipais e ampla abrangência territorial. Participaram desta edição os municípios de Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Anajatuba, Arari, Bacabeira, Bom Jardim, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Igarapé do Meio, Itapecuru-Mirim, Itinga do Maranhão, Miranda do Norte, Monção, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Santa Luzia, Santa Rita, São Francisco do Brejão, São Pedro da Água Branca, Tufilândia e Vila Nova dos Martírios. São Luís e Vitória do Mearim foram os únicos que não formalizaram adesão ao programa.

