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Cozinha Solidária da Ação da Cidadania distribui refeições diárias para crianças de creches e espaços comunitários

Nesta segunda, Dia Mundial da Infância, entidade alerta sobre insegurança alimentar entre os brasileiros de até 5 anos

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Fonte: Tupi FM As refeições preparadas na Cozinha Solidária da Ação da Cidadania têm agora mais um destino: alimentar crianças inscritas em escolas comunitárias e espaços mantidos por cinco entidades cadastradas na ONG. Nesse Dia Mundial da Infância, autoridades alertam sobre a insegurança alimentar na primeira infância. Segundo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2019), 14,2% dos brasileiros de até 5 anos estão com deficiência de alguma vitamina ou mineral.

A Cozinha Solidária da Ação da Cidadania foi inaugurada em setembro passado e hoje distribui 1000 refeições prontas diariamente, sendo 500 delas destinadas semanalmente para creches e espaços de acolhimento em comunidades.

“Quando criamos a Cozinha Solidária para oferecer almoço e jantar, percebemos o quanto a desnutrição infantil está presente em comunidades e ocupações. As crianças sempre chegam antes para receber a comida e dividem aquela refeição com o restante da família e os irmãos menores. A partir daí, começamos a levantar dentro dos nossos comitês quais locais trabalhavam com a primeira infância. É uma forma de contribuir para o desenvolvimento delas, uma alimentação balanceada nessa faixa etária é crucial para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional”, detalha Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania.

A Escola de Agroecologia, que funciona no Complexo da Penha (Terra Prometida) e cuida de 60 crianças por semana, é um dos espaços atendidos. “Essas refeições são a garantia de que, naquele dia, as crianças vão comer legumes, proteínas e grãos, às vezes diferentes, como grão-de-bico ou ervilha. Quando a comida chega da Cozinha, elas já ficam na expectativa do que vem dentro da caixinha e para conhecer alimentos novos. Para os pais é um alívio, porque é um complemento que nem sempre eles podem oferecer”, conclui Ana Paula Santos, diretora executiva do Centro.