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Por que as

Cozinhas Solidárias

são tão importantes?

Iniciativas pelo país ajudam na luta contra a fome e a desigualdade social

· Notícias

A Cozinha Solidária da Ação da Cidadania distribui 1.000 refeições por dia. São 500 almoços e 500 jantares nutricionalmente equilibrados e sem uso de aditivos químicos, com ingredientes da agricultura familiar e das hortas Vasti e Dona Terezinha.

A nossa cozinha é apenas uma das milhares espalhadas por todo o Brasil, e essas iniciativas acabaram de ganhar uma ajuda muito importante: a Política Nacional de Cozinhas Solidárias, aprovada em julho pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula.

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Cozinha Solidária do MTST em Boa Vista (RR)

A aprovação dessa lei é um marco importante para o Brasil, mais uma ferramenta de apoio às comunidades em situação de vulnerabilidade e de luta contra a fome e a desigualdade social.

Metade da população brasileira está em algum grau de insegurança alimentar. São 125 milhões de pessoas sem garantia de acesso regular a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para se manterem saudáveis.

As cozinhas solidárias surgiram como uma resposta a essa realidade preocupante. São espaços geralmente administrados por organizações sem fins lucrativos, voluntários dedicados e doações da comunidade. Desempenham um papel crucial no combate à desnutrição, especialmente entre crianças, idosos e pessoas em situação de rua.

Elas têm impactos positivos em diversos aspectos. As pessoas que dependem dessas cozinhas não precisam se contentar com alimentos inadequados ou insalubres. Elas também criam um espaço de acolhimento e apoio emocional. Muitas vezes, as pessoas em situação de insegurança alimentar enfrentam outros desafios sociais, econômicos e emocionais. Ao fornecer um ambiente onde elas são recebidas com empatia, respeito e solidariedade, essas iniciativas ajudam a combater a solidão, o isolamento e a estigmatização.

Outro benefício importante é a conscientização que elas geram sobre a problemática da fome e da desigualdade social, estimulando o diálogo e a reflexão sobre as causas políticas da insegurança alimentar, bem como sobre as medidas necessárias para enfrentar esse desafio de maneira estrutural.

As cozinhas solidárias também servem como ponte entre os setores público e privado para desenvolver programas de segurança alimentar mais abrangentes e sustentáveis.

Que essa lei seja implementada de forma efetiva e que as cozinhas solidárias se multipliquem pelo país, servindo como símbolo de um Brasil mais solidário e humano.