Garantir segurança hídrica e autonomia para as mulheres é o alicerce indispensável para a soberania alimentar e para a justiça climática.
A realidade brasileira, contudo, revela uma cicatriz profunda da desigualdade. Cerca de 16% da nossa população brasileira enfrenta, simultaneamente, a insegurança alimentar e o acesso irregular à água potável.
Mas a escassez não atinge a todos da mesma forma, é severamente maior nas regiões Norte e Nordeste, em áreas rurais e entre famílias chefiadas por pessoas pretas ou pardas.
Diante disso, nosso trabalho de advocacy busca transformar essa realidade. Nos últimos meses, como membro fundador da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, assinamos a Declaração de Belém (COP30) e levamos essas pautas ao centro do debate global.
Entendemos que não há adaptação climática sem paridade de gênero e sem garantir que a segurança hídrica chegue, primeiro, às mãos de quem sustenta a vida no dia a dia.
Promover o acesso adequado à água é um instrumento fundamental de dignidade e direito. Afinal, garantir segurança hídrica é a chave para alcançarmos a soberania alimentar e a justiça climática.

